Sebastião Ribeiro Salgado nasceu 8 de Fevereiro de 1944. Mineiro, de Aimorés. Com 16 anos muda-se para Vitória onde termina a educação secundária e começa os estudos universitários. Salgado graduou-se em economia concluindo mestrado e doutorado na mesma área.
Foi em um de seus trabalhos como economista, na Organização Internacional do Café, na década de 1970, que Sebastião descobriu a fotografia como forma de retratar a realidade econômica de diversos locais do mundo. Ao fotografar os cafezais africanos, para ele a fotografia apresentou-se melhor do que textos e estudos estatísticos para retratar a situação econômica dos lugares pelos quais passava.
Ao retornar a Paris, começou a trabalhar como freelance em fotojornalismo. Trabalhou para grandes agências como Sygma, Gamma e Magnum. Contribuiu com diversas organizações humanitárias como UNICEF, OMS, a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional.
Entre 1986 e 2001 dedica-se principalmente a dois projetos. Primeiro documenta o fim da mão-de-obra industrial em grande escala no livro La mano dell’uomo. Depois documenta a humanidade em movimento, não só fugitivos e refugiados, mas também imigrantes até às imensas cidades do terceiro mundo, em dois livros de grande êxito: In cammino (a caminho) e Ritratti di bambini in cammino. Grandes exposições itinerantes (em Roma, nas Escuderias del Quirinal e depois em Milão no Arengario) acompanham também o lançamento dos seus livros.
Em meio a tantas fotos de Sebastião Salgado escolhi a de uma mulher velha, mal alimentada, desidratada, triste, unhas sujas, um pano cobrindo o corpo, com as mãos magras e enrugadas sobre a cabeça, desesperada sem qualquer esperança, no Hospital Gourma-Rharous em Mali.
Ao mesmo tempo em que essa foto de Salgado mostra a miséria, tristeza, desespero e falta de esperança, revelam também a sua alma, sua visão única de mundo. Principalmente se considerarmos o contexto no qual a foto foi tirada. Existe muito mais nessa foto do que tristeza. Existe uma beleza tão grande, um equilíbrio tão perfeito que não é difícil a vermos com os mesmos olhos pelos quais olhamos uma Monalisa de Leonardo da Vinci por exemplo. Entretanto, com uma grande diferença, esta nos parece personagens distantes, alegorias, criações e não pessoas reais, o que não ocorre com esta foto. E por isso, há de imediato, simpatia. A mulher é real, poderia ser minha mãe, vizinha, uma amiga, poderia estar não em Mali, mas no hospital mais próximo. A empatia, veracidade que nasce ao olhar essa foto é tão grande que poderia jurar ter visto essa pessoa em algum lugar não muito distante.
Esta imagem é melancólica, feia em seu tema de uma mulher sem forças, mas traz consigo uma beleza imensa em sua totalidade, quase como uma poesia visual. Como se nas entrelinhas da composição se escondesse mensagens de esperança, aceitação, de uma felicidade que está para chegar. Ela parece no leito de morte, mas por algum motivo me parece aceitar seu destino de bom grado, com as mãos na cabeça que se reparar bem, mostra o formato de um coração, triste, mas de uma aceitação de como que seu dever na terra estivesse sido concluído com de bom grado para as pessoas, como se estivesse apenas esperando o findar de sua missão.
Esta imagem é melancólica, feia em seu tema de uma mulher sem forças, mas traz consigo uma beleza imensa em sua totalidade, quase como uma poesia visual. Como se nas entrelinhas da composição se escondesse mensagens de esperança, aceitação, de uma felicidade que está para chegar. Ela parece no leito de morte, mas por algum motivo me parece aceitar seu destino de bom grado, com as mãos na cabeça que se reparar bem, mostra o formato de um coração, triste, mas de uma aceitação de como que seu dever na terra estivesse sido concluído com de bom grado para as pessoas, como se estivesse apenas esperando o findar de sua missão.
Arte é isso, e a beleza desta foto está no sentimento de proximidade que ela nos causa. Só faltou um crucifixo no peito ou na parede para que eu me ajoelhe, reze e enxugue os olhos após pedir perdão.
FONTE: http://www.masters-of-photography.com/S/salgado/salgado_mali_full.html http://www.eca.usp.br/nucleos/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=67:sebastiao-salgado&catid=14:folios
http://www.illy.com/wps/wcm/connect/pt/illy/arte/sebastiao-salgado/vida-e-ideias-de-um-fotografo-humanista/

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